sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Preço dos imóveis em Manaus ficará mais caro em 2014

Os manauenses que desejam comprar o imóvel “dos sonhos” terão uma surpresa desagradável. Apartamentos e casas adquiridos na planta, em Manaus, podem ficar de 3% a 5% mais caros em 2014.

O custo adicional na elaboração dos projetos residenciais foi elencado pelo empresariado local como o principal motivo responsável por deixar o imóvel novo com o preço mais “salgado”.

Conforme dados de uma imobiliária de grande porte de Manaus, até 2013, para adquirir um apartamento de dois quartos em uma área de 47 metros quadrados, o consumidor final gastava em média R$ 211,5 mil – considerando o preço do metro quadrado de 4,5 mil para a Zona Centro-Sul. Caso a previsão de alta esteja correta, o mesmo apartamento passará a custar R$ 217,8 mil, acréscimo de R$ 6,3 mil nas contas.

O empresário do segmento da construção civil e proprietário da Platinum Construções, Ricardo Benzecry, afirmou que a mudança de regras municipais para aprovação dos projetos imobiliários encareceu os custos para a concepção de novos empreendimentos.

Além dos gastos com a parte de licenciamento ambiental, segundo ele, as construtoras passam cumprir algumas regras como a contratação obrigatória de um profissional de arqueologia para dar o aval técnico no projeto.

Segundo Benzecry, fora a dificuldade de encontrar profissionais da área, qualquer nova exigência aumenta o custo e consequentemente impacta no bolso do consumidor final. “Por mais que haja uma absorção por parte da empresa, mudanças na planilha de custo, que podem ser material de construção, mão de obra ou outros fatores chegam em menor ou maior escala ao preço final praticado no comércio”, justificou.

Em contrapartida, o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Amazonas (Creci-AM), Paschoal Rodrigues, avaliou que os custos-extras  devem ser diluídos antes de chegar ao bolso do manauense. 
 
“A concorrência, fator essencial para manter o mercado equilibrado, deve impedir que alguma grande construtora aumente drasticamente os valores para não perder o cliente para outras que pratiquem um valor um pouco menor”, apostou.

Para o dirigente, mesmo que haja alguma elevação, ela não deve ocorrer de imediato. Ele explica que as construtoras ainda estão vendendo apartamentos “estocados” no início do ano, ou seja, projetos anteriores que não puderam ser comercializados no ano passado.
 
“Os lançamentos imobiliários só serão comercializados após o Carnaval, em março. Até essa data, nenhuma alteração será sentida”, frisou.

Fonte: Jornal Em Tempo

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Tolerância de 180 dias para entrega de imóvel é ilegal


É comum que em contratos de compra e venda de imóveis na planta, as construtoras acrescentem uma cláusula que permita atrasos de até 180 dias para a entrega das chaves, sem qualquer contrapartida para o comprador. Decisões recentes da Justiça, porém, vêm considerando essa cláusula ilegal, e obrigando as construtoras a pagarem indenizações aos clientes. Isso pode significar o início de uma mudança nessa prática de mercado.
Segundo o advogado Marcelo Tapai, especializado em Direito Imobiliário, essas decisões ainda não significam uma mudança total de entendimento no Judiciário, mas representam uma esperança de que as coisas venham a mudar. Em seu escritório, Tapai Advogados, já houve três decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) favoráveis aos consumidores que se queixaram do atraso previsto em contrato.
O advogado explica que há basicamente dois motivos que fazem com que os juízes entendam a cláusula como ilegal: primeiro, porque ela causa um desequilíbrio no contrato, uma vez que o comprador é punido se atrasar as parcelas, mas a construtora não é punida se atrasar a entrega da obra; segundo, porque essa cláusula normalmente não está clara no contrato.
“Se o consumidor atrasar o pagamento das parcelas por qualquer motivo – mesmo que tenha sido roubado ou ficado internado no hospital – ele terá que pagar multa e juros. Os contratos também estabelecem que, se o comprador atrasar mais de três parcelas, o contrato é rescindido e ele não recebe nada de volta. Já a construtora pode atrasar a entrega da obra em até 180 dias sem que nada lhe aconteça”, diz Tapai.
Quanto ao fato de a cláusula não vir explícita, Tapai diz que normalmente ela não vem em destaque no contrato. É preciso lê-lo com atenção para detectá-la. E mesmo assim, a escolha das palavras nem sempre deixa claro sobre o que se trata. “Normalmente o atraso aparece como ‘tolerância’ e fala-se em prazo de 180 dias ‘para mais ou para menos’, o que é bem mais problemático, pois deixa na verdade um prazo de um ano em suspense”, diz Tapai.
A falta de prazo infringe o Código de Defesa do Consumidor, que exige que o contrato traga um prazo bem definido, diz Tapai. “Se não, o comprador fica sem saber quando deve vender sua antiga casa, ou quando marca seu casamento. Não pode existir isso”, diz o advogado.
“Obras maiores, que são multadas por atraso, costumam ser entregues no prazo”, diz o advogado, que diz que agora a Justiça está olhando mais para isso e dando ganho de causa para o consumidor.
“Falta ao consumidor reclamar mais os seus direitos, pois não temos essa cultura. As pessoas muitas vezes acham que a Justiça é lenta ou que pode ser corrupta, que as empresas são poderosas demais e serão beneficiadas ou mesmo que o consumidor pode sofrer represálias e não receber seu imóvel caso entre com um processo. Mas as construtoras não têm melindres. Elas precisam entregar”, observa Tapai.

Fonte: Exame

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Verticalização da Cidade de Manaus



Há duas semanas estamos vivendo a maior polêmica do Plano Diretor de Manaus. Entre denúncia de extorsão e a rejeição por parte da Câmara Municipal de Manaus da proposta de elevação do gabarito para 25 andares, quem resolveu interferir nesse assunto foi o Prefeito Arthur Neto, que convocou uma reunião com sua base aliada para atender a reivindicação do setor de construção civil contrariando a votação realizada no último dia 18 de novembro.

Deixando de lado os diferentes interesses políticos, econômicos e pessoais, segue nosso ponto de vista:

Somos completamente favoráveis ao crescimento vertical de Manaus. Estamos rotineiramente acompanhando as constantes invasões e notícias sobre o crescimento desorganizado da cidade, o que agrava ainda mais todos os problemas públicos.

A verticalização é um ótimo meio para combater esse mau costume. Hoje os maiores problemas que temos são de segurança, saúde, educação e saneamento básico que pioram proporcionalmente em relação à distância do bairro com a região central da cidade.

O que defendemos é que a concentração da população em uma área territorial menor, diminuiria os custos de administração e incentivaria o desenvolvimento e melhoria dos serviços públicos facilitando que todos tenham acesso aos mesmos serviços independente das diferenças sociais.

O principal argumento utilizado contra essa ideia seria a do aumento no fluxo de veículos que dificultaria a circulação. A saída para resolver este problema seria o incentivo a utilização do transporte coletivo, que deverá ser alvo de investimento para melhorar sua qualidade e eficiência atendendo de forma digna a sociedade.

Quanto à elevação do gabarito para 25 andares dos prédios, somos totalmente contra, já que essa teoria camufla sob a bandeira de desenvolvimento social, o real interesse, que é o aumento dos lucros por parte das grandes empresas de construção civil. Lucro justificado, pelo crescimento do número de unidades construídas e comercializadas nos terrenos localizados em bairros de alto padrão como Ponta Negra, Vieira Alves, Adrianópolis, Morada do Sol e Parque 10, que contribuiriam para a marginalização de grande parte da população.



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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Lançamento - Soberane Live + Work - SKN Incorporadora


Durante a semana passada foi lançado no bairro Adrianópolis o novo Empreendimento da Incorporadora SKN em Manaus.

O Soberane, é primeiro empreendimento imobiliário de Manaus que reuni em um só lugar um edifício corporativo e um condomínio residencial. Em uma excelente localização, o Soberane, está inserido no coração comercial da cidade agregando comodidade e praticidade ao seu dia a dia.


Baixe pelo facebook a apresentação completa em:

https://www.facebook.com/download/582583261790947/%5BIm%C3%B3veis%20Manaus%5D%20Apresenta%C3%A7%C3%A3o%20Soberane.pdf